segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Verdades e mitos no seguimento de pacientes com cateteres vesicais de demora

Ana Sílvia Homenko
Enfermeira do Ambulatório de Urologia. Mestre pela Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Maria Alice dos Santos Lelis
Enfermeira do Ambulatório de Distúrbios da Micção. Doutoranda do Programa de Ciências da Saúde - Disciplina de Urologia.
José Cury
Doutor em Urologia. Chefe de Clínica da Disciplina de Urologia.

Disciplina de Urologia da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp-EPM.

Em pacientes ambulatoriais uma simples cateterização vesical estéril ocasiona infecção do trato urinário (ITU) de 0,5% a 1%. Contudo, esta incidência aumenta de modo marcante em pacientes hospitalizados, com risco de ITU de 10% a 20% em mulheres, progredindo diariamente na ordem de 4% a 7,5% ao dia.
Este é um dos procedimentos invasivos mais freqüentes no meio hospitalar e algumas práticas de uso comum devem ser revisadas à luz de resultados de estudos científicos. Entre suas principais indicações, encontramos: drenagem urinária, mensuração de débito urinário em pacientes críticos, irrigação vesical em pacientes que apresentam obstrução (ex: coágulos, cálculos ou tumores) ou em pós operatório de cirurgias urológicas, instilação de medicamentos como dimetilsulfóxido (DMSO·) em pacientes portadores de cistite intersticial ou ONCO BCG como imunoterapia no câncer de bexiga.
Este procedimento trouxe, juntamente com os benefícios, problemas e riscos potenciais associados à manipulação do trato urinário, sendo a infecção urinária a que ocupa o primeiro lugar dentre as infecções hospitalares.
Como toda prática que tem resistido ao tempo e que vem acompanhando a evolução da medicina, o cateterismo urinário fica sujeito a conceitos ora verdadeiros, ora infundados. O objetivo deste texto é discorrer sobre alguns mitos e verdades relacionados à indicação do cateterismo, técnica de cateterização, cuidados com a manutenção do cateter, do sistema coletor de urina e prevenção de infecção associada ao uso de cateteres urinários.
Indicação do cateterismo urinário
Durante muito tempo acreditou-se que a melhor forma de tratar pacientes com bexiga neurogênica ou pacientes que apresentavam incontinência urinária, seria a utilização de cateteres urinários de demora.
· Sabemos hoje que o cateterismo vesical intermitente beneficia uma série de pacientes com bexiga neurogênica e é considerado como a melhor solução para o esvaziamento da bexiga nos pacientes com disfunção vesicoesfincteriana que apresentam grande capacidade funcional da bexiga e alta resistência uretral(1). Este recurso está indicado para eliminar a urina residual, ajudar a prevenir a infecção urinária, evitar a incontinência urinária e mesmo as lesões do trato urinário superior(2), além de diminuir a incidência de formação de cálculos vesicais e mimetizar o processo normal de micção.
· Pacientes com incontinência urinária podem ser adequadamente tratados através de drogas, terapia comportamental e reabilitação do assoalho pélvico ou intervenção cirúrgica, conforme o tipo de incontinência. Nos casos considerados refratários ao tratamento, o paciente pode ser beneficiado com orientação para o uso de cateteres tipo "condom", absorventes urinários ou proteção da pele perineal(3).

Técnica de cateterização
Há consenso quanto à necessidade de se utilizar material estéril na inserção do cateter urinário de demora com técnica rigorosamente asséptica, entretanto, os cuidados relacionados à técnica devem ser discutidos:
 Na escolha do diâmetro do cateter, imagina-se que, quanto maior o calibre, melhor a drenagem. Considerando-se que os cateteres de maior calibre podem ocluir as glândulas parauretrais, favorecendo a formação de abscessos e estenoses e causando erosão do esfíncter externo e do ângulo penoescrotal, modernamente escolhemos, sempre que possível, um cateter de menor calibre (12F a 16F no adulto) que permita uma boa drenagem urinária, evitando-se assim as complicações decorrentes da utilização de cateteres inadequados. Cateteres calibrosos (22F ou 24F) estão indicados em procedimentos urológicos passíveis de formação de coágulos(4,5).
· Em relação ao uso de lubrificantes para a introdução do cateter urinário, alguns serviços ainda utilizam substâncias oleosas, como a vaselina estéril. A literatura relata alguns casos de embolia gordurosa devido à absorção de substâncias oleosas(6) e recomenda a utilização de substâncias hidrossolúveis, como a lidocaína geléia a 2%. Nos pacientes do sexo masculino, sugere-se a instilação uretral de 15 a 20 ml, enquanto que, nas pacientes do sexo feminino, esta lubrificação pode ser realizada diretamente no cateter urinário.
Figura 1 - A) Balão de retenção locado corretamente na bexiga; B) Notar extremidade do cateter dentro da bexiga e o balão abaixo do colo vesical.

· A drenagem de urina pelo cateter pode ser utilizada na verificação da posição intravesical da extremidade do cateter. Porém, em pacientes do sexo masculino, recomenda-se introduzir o cateter até a extremidade distal para se confirmar que o balão de retenção esteja dentro da bexiga, inviabilizando sua insuflação na uretra. Se, por imperícia, a extremidade proximal do cateter não atingir o oco vesical, permanecendo na luz da uretra posterior, ao ser insuflado o balão, ocasionaremos traumatismo uretral, causa de graves seqüelas (Figuras 1A e 1B).
· O enchimento do balão de retenção, na extremidade do cateter, é algumas vezes realizado com solução fisiológica (SF a 0,9%). Recomenda-se hoje a utilização somente de água destilada no balão de retenção, uma vez que soluções salinas ou com outros eletrólitos, trazem o risco de cristalização após longos períodos o que pode dificultar a deflação do balão ao tentar-se retirar o cateter. O enchimento do balão com ar também não é recomendado, uma vez que pode ocorrer a saída espontânea do ar, resultando em deflação precoce do balão de retenção e conseqüente saída do cateter(7).
· Alguns profissionais acreditam que quanto maior o volume introduzido no balão de retenção, menor a chance de o paciente perder, acidentalmente o cateter. Estudos demonstram que insuflar o balão com 5-10 ml de água destilada é suficiente. Sabe-se que a hiperinsuflação pode causar irritação do colo vesical, levando a contrações involuntárias da bexiga e possíveis perdas urinárias pericateter; além disso o peso do balão pode levar à lesão do colo vesical(4).

· Como é de conhecimento, a sonda de Foley, no paciente do sexo masculino, uma vez instalada, deve ser fixada no abdômen (Figura 2), de modo a evitar a escarificação da uretra no ângulo penoescrotal e mesmo a lesão do colo vesical por deslocamento abrupto do balão quando pacientes agitados ou desorientados flexionam e estendem a coxa de modo descoordenado(8).
Quadro 1

Pontos técnicos na cateterização vesical de demora

· Utilizar material estéril na inserção do cateter urinário de demora, com técnica rigorosamente asséptica
· Escolher cateteres de menor calibre (12F a 16F*) que permitam uma boa drenagem urinária
· Cateteres calibrosos (20F a 24F) estão indicados em procedimentos urológicos passíveis de formação de coágulos
·  Utilizar substâncias hidrossolúveis na lubrificação uretral
· Em pacientes do sexo masculino, introduzir o cateter até sua extremidade distal para se confirmar que o balão de retenção esteja dentro da bexiga
· Utilizar somente água destilada no balão de retenção
· Insuflar o balão de retenção com 5-10 ml de água destilada
· Em pacientes do sexo masculino, o cateter deve ser fixado no abdômen.

* Um French (F) corresponde a 1/3 de mm. Exemplo: 12F = 4 mm

Figura 2 - Fixação da sonda uretral e sonda de cistostomia no abdômen.

Cuidados com o cateter e sistema coletor de urina

Pacientes em uso de cateter vesical de demora requerem da equipe de saúde prestação de cuidados especializados, evitando complicações decorrentes da sua utilização.
· Durante muito tempo se recomendou, como cuidado com o cateter urinário, a limpeza do meato uretral duas vezes ao dia, com soluções como polivinilpirrolidona-iodo (PVPI). No entanto, o Center for Disease Control and Prevention (CDC), após a realização de estudos comparando a utilização do PVPI com o uso de água e sabão, concluiu que não há diferença na eficácia entre uma ou outra. Uma cuidadosa higienização do meato uretral com água e sabão neutro, uma vez ao dia, mostrou ser eficiente(5,9).
· Uma vez documentada que a contaminação do tubo de drenagem pela via ascendente era a mais provável fonte de contaminação, o sistema de drenagem começou a ser substituído, no início dos anos 60, de sistema aberto para sistema de drenagem fechado(7,10). Atualmente, os sistemas fechados de drenagem urinária utilizados são bolsas plásticas descartáveis, que visam diminuir ainda mais a incidência de infecção urinária, pela adição de alguns dispositivos como válvula anti-refluxo, câmara de gotejamento e conduto para coleta de urina para exames.
· Quando indicada a coleta de urina para cultura, era prática comum, devido à simplicidade dos sistemas coletores utilizados, a desconexão do cateter do sistema coletor fechado ou a perfuração de sua extensão. Atualmente, a grande maioria dos coletores de urina de sistema fechado disponíveis no mercado possui um dispositivo de látex auto-retrátil, especialmente desenhado para a coleta de urina, bastando realizar uma cuidadosa assepsia com álcool a 70% e aspiração local com seringa e agulha de fino calibre(4).
· A coleta de urina para cultura deve ser realizada na vigência de sinais e sintomas de infecção urinária(7). A monitorização bacteriológica de rotina não é recomendada(9).
· São cuidados essenciais na manutenção do cateter e bolsa coletora de urina, observar cor, volume e aspecto da urina drenada, prevenir dobras ou tensões no tubo extensor, manter a bolsa coletora abaixo do nível de inserção do cateter urinário, prevenindo refluxo da urina para a bexiga, além de monitorar rigorosamente sinais de infecção do trato urinário.
· Deve ser rigorosamente evitada a desconexão entre cateter e sistema coletor, o que indicaria a "quebra" do sistema fechado e oportunidade para a invasão bacteriana. Segundo o CDC, a única indicação para a desconexão é a obstrução do sistema(9).
· Com a intenção de restaurar o tônus da bexiga após cateterização vesical prolongada, é amplamente difundida a técnica conhecida como "treinamento vesical", que consiste em manter fechado o cateter e abri-lo periodicamente, antes de sua retirada. Esta prática não tem fundamento científico, uma vez que a restauração do tônus vesical deveria ocorrer naturalmente após a retirada do cateter, não havendo contribuição do treinamento vesical neste processo. Quando isso não acontece, sugere comprometimento do músculo detrusor, dificultando o esvaziamento vesical(4).

Quadro 2

Cuidados com o cateter e sistema coletor de urina

· Lavar as mãos imediatamente antes e após a manipulação de cateteres e sistemas coletores de urina
· Utilizar sistemas fechados de drenagem urinária
· Realizar higienização do meato uretral com água e sabão neutro, uma vez ao dia
· Colher amostra de urina para cultura através do dispositivo próprio
· Colher urina para cultura na vigência de sinais e sintomas de infecção urinária
· Observar cor, volume e aspecto da urina drenada
· Prevenir dobra ou tração no tubo extensor
· Manter a bolsa coletora abaixo do nível de inserção do cateter urinário
· A única indicação para a desconexão é a obstrução do sistema
· São consideradas vias de acesso dos microrganismos para a bexiga: via extraluminal - contaminação durante a cateterização e via ascendente periuretral e via intraluminal - contaminação do sistema de drenagem
· A necessidade de troca do cateter deve ser avaliada individualmente
· Remover o cateter o mais precocemente possível, salvo exceções

Prevenção de infecção

A introdução de um cateter de permanência em um sistema orgânico normalmente estéril facilita a entrada de microrganismos, levando à infecção do trato urinário com significativo aumento na morbidade e mortalidade em pacientes hospitalizados, além de acrescer os custos da hospitalização.
Os riscos potenciais de infecção urinária estão associados à presença do cateter que, por constituir-se em um corpo estranho, facilita a migração de microrganismos patogênicos que, somados à inadequação da técnica e a predisposição do paciente, favorecem a instalação do processo infeccioso(11).
Em revisão sobre infecção urinária associada a cateteres(12) são descritas as vias de acesso dos microrganismos para a bexiga em pacientes utilizando cateter de permanência (Figura 3): contaminação durante a cateterização, via ascendente periuretral (espaço extraluminal entre o cateter e a luz da uretra) e contaminação do sistema de drenagem (intraluminal).

Com mais detalhes, Kunin(10) enumera os fatores que podem contribuir para a entrada de microrganismos na bexiga: área periuretral preparada de forma inadequada antes da inserção do cateter, falhas na técnica asséptica ao introduzir o cateter, trauma ou escarificação da uretra por pressão do meato devido ao uso de cateter calibroso, entrada de microrganismos através da junção entre o cateter e o meato uretral, contaminação do sistema de drenagem por desconexão do sistema e contaminação da bolsa coletora, com fluxo retrógrado para a bexiga.

Apesar da importância epidemiológica da infecção urinária associada a cateteres e da necessidade de medidas que possam diminuir esta condição, algumas práticas realizadas com este objetivo, necessitam ser revistas, uma vez que não encontram respaldo em estudos científicos.
· Por muitos anos se acreditou que a irrigação vesical com medicamentos antimicrobianos como a nitrofurazona poderia prevenir infecções urinárias. Baseado na realização de estudos, o CDC não recomenda esta prática como rotina na prevenção de infecções, que além de ineficaz, ainda proporciona a quebra do sistema fechado, resultando em oportunidade para a entrada de microrganismos(4,9).

Figura 3

· Acredita-se que a quimioprofilaxia evita a ITU enquanto o paciente estiver cateterizado. No entanto, o uso indiscriminado de antimicrobianos em pacientes cateterizados por longos períodos leva à seleção de microrganismos resistentes(10). Na vigência de sinais e sintomas compatíveis com ITU, deve-se solicitar urocultura e teste de sensibilidade previamente à prescrição de antibióticos(9). Bredt et al.(13) afirmam que, embora não constitua recomendação fortemente sugerida para prevenção de ITU associada à cateterização vesical, o uso de antimicrobiano profilático em pacientes sob cateterização intermitente vem sendo avaliado nos últimos anos. Na prática médica, ministrar dose simples de antimicrobiano (sulfametoxazol-trimetoprim) em qualquer cateterismo de esvaziamento vesical. Weiser et al.(14) preconizam que pacientes cateterizados por longos períodos devem ser tratados com antimicrobianos de largo espectro, por três a cinco dias, somente se aparecerem sintomas de infecção.
· A rotina de troca do cateter a cada sete dias com o objetivo de prevenir infecções urinárias foi realizada durante um longo período nas instituições de saúde. Atualmente o CDC recomenda que a troca do cateter deva ser avaliada individualmente(9).
· Os pacientes que necessitem de cateterização prolongada devem ser acompanhados por profissionais de saúde para que a troca do cateter seja planejada, devendo ser realizada na suspeita de obstrução intra ou extraluminal parcial ou total do cateter. A obstrução do cateter por incrustações afeta cerca de 50% dos pacientes submetidos à cateterização prolongada. Os cristais mais comuns na incrustação do cateter são a estruvita (fosfato de amônio e magnésio) e o fosfato de cálcio, que se precipitam em urina alcalina. A identificação dos pacientes que apresentam maior facilidade para a formação de incrustações pode ajudar no planejamento da troca do cateter, que comumente varia entre duas e quatro semanas. Alguns autores recomendam, nos cateterismos de longa duração, o uso de cateteres fabricados com silicone(5,10).
· Dentre as recomendações para a prevenção de infecção urinária associada a cateteres, a lavagem das mãos imediatamente antes e após a manipulação de cateteres e sistemas coletores de urina deve ser considerada como imprescindível. Toda a equipe de saúde deve conscientizar-se da importância desta medida simples, porém eficaz, e incorporá-la a sua prática diária.
· É importante lembrar que o cateter deve ser removido o mais precocemente possível. A cateterização prolongada pode levar a complicações locais e sistêmicas como: uretrite, abscesso uretral, cálculo vesical, cistite, prostatite aguda ou crônica, epididimites, lesão na uretra bulbar por espasmo do esfíncter externo no momento da cateterização, fístula retovesical, insuficiência renal devido a pielonefrites de repetição e carcinoma epidermóide.
· Temos que ressaltar que todo e qualquer caso de pacientes cateterizados deve ser avaliado individualmente quanto à retirada do cateter urinário. Como exemplo podemos citar pacientes com traumatismo de bacia e lesão da uretra posterior, que necessitam cateterismo de permanência prolongado e cuja remoção só poderá ser realizada após avaliação do urologista.


Bibliografia
1.Bruschini, H. Como eu trato bexiga neurogênica. J.Bras.Urol., 21 (1) supl. especial, 1-6, 1995.
2.Tanagho, E.A.; Schmidt, R.A. Distúrbios Neurogênicos da bexiga. In: Tanagho, E.A.; McAnincg, J.W. Smith Urologia Geral. 13ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan; cap. 27, pp.350-362, 1994.
3.Glashan, R.; Lelis, M.A.S. Terapia comportamental: uma abordagem para o enfermeiro no tratamento da incontinência urinária. Nursing, 4(32):18-24, 2001.
4.Constantino, G. Catheterization. In: Jeter, K.F. et al. Nursing for Continence. W.B. Saunders Company, Philadelphia. cap 15. pp. 241-266, 1990.
5.Getliffe,K. Catheters and Catheterization. In: Getliffe,K; Dolman, M. Promoting Continence. Baillière Tindall, London; cap 8, pp.281-341, 1997.
6.Prado, A.R.; Dantas, L.S. Cateterismo Vesical. JBM, 57(1):25-30, 1989.
7.Cancio, L.C.; Sabanegh, E.S.; Thompson, I.M.; Managing the foley catheter. American Family Physician, 48 (5):829-836, 1993.
8.Srougi, M. Tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática. In: Srougi, M. Hiperplasia Prostática. Record, Rio de Janeiro; pp. 173-211, 1995.
9.Wong, E.S. Guideline for prevention of catheter associated urinary tract infections. CDC - Centers for Disease Control and Prevention. December, 2001.
10.Kunin, C.M. Care of the Urinary Catheter. In: Kunin, C.M. Urinary tract infections. Williams & Wilkins, pp. 226-275, 1997.
11.Cardenas, D. D.; Hooton, T. M. Urinary tract infection in persons with spinal cord injury. Arch. Phys. Med. Rehabil. 76:272-280, 1995.
12.Hart, J.A. The urethral catheter - a review of its implication in urinary tract infection. Int. J. Nurs. Stud., 22(1):57-70, 1985.
13.Bredt, C.S.O.; Batista, R.E.A., Questões frequentes na prevenção e manejo da ITU. In: Mangini, C. Prevenção de Infecção do Trato Urinário Hospitalar, APECIH, São Paulo, 21-22, 2000.
14.Weiser, A.C., et al. The use and misuse of antimicrobial agents in Urology. AUA update series, lesson 37, vol XXI: 290-296, 2002.

Fonte:http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=2297

domingo, 26 de outubro de 2014

Médicos fazem primeiro transplante com 'coração morto'

A máquina batizada de 'coração em caixa', que permitiu aos médicos manter o coração próprio para transplante  (Foto: BBC)

Usando técnica para aquecer e nutrir órgão, cirurgiões usaram corações que tinham cessado de bater até 20 minutos antes.
A máquina batizada de 'coração em caixa', que permitiu aos médicos manter o coração próprio para transplante  (Foto: BBC)
Cirurgiões na Austrália realizaram o primeiro transplante cardíaco usando um coração tecnicamente morto.
Os corações usados em transplantes normalmente são retirados de pacientes com morte cerebral, mas ainda com batimentos cardíacos.
Desta vez, porém, os médicos do St Vincent's Hospital, em Sydney, ressucitaram e transplantaram órgãos que haviam parado de bater até 20 minutos antes.
A técnica envolveu uma máquina que os médicos batizaram de "heart-in-a-box" (coração em caixa), que mantém o órgão aquecido. Os batimentos são então restaurados e fluidos e nutrientes são injetados para reduzir o dano muscular.
A primeira paciente a receber um transplante usando a técnica foi Michelle Gribilas, de 57 anos.
"Agora sou uma pessoa totalmente diferente", disse a mulher, que recebeu o coração dois meses atrás. "Me sinto como se tivesse 40 anos. Tenho muita sorte."
Desde então, duas outras cirurgias semelhantes foram realizadas.
A equipe responsável pelos experimentos estima que a técnica do "coração em caixa", que está em testes em todo o mundo, pode elevar em até 30% o número de vidas salvas por transplantes, devido à maior disponibilidade de órgãos.
"Esse avanço representa um passo na redução da falta de órgãos", disse o chefe da unidade de transplantes do hospital St Vincent's, Peter MacDonald.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/medicos-fazem-primeiro-transplante-com-coracao-morto.html

domingo, 13 de abril de 2014

Anjos da Morte: como é a rotina das enfermeiras que buscam doadores de órgãos nos hospitais brasileiros

Eles são acusados de torcer pela morte de quem luta para sobreviver. Monitoram UTIs atrás de pacientes com risco de parada cerebral, encaram famílias em luto, médicos frustrados e uma árdua corrida contra o tempo. Para a equipe de enfermagem que busca doadores de órgãos nos principais hospitais do país só há uma certeza: a de que, para salvar uma vida, outra tem de ir embora. Esses profissionais, na maioria mulheres, sabem que muitos dos 38 mil brasileiros que estão na fila de espera de transplantes dependem do trabalho deles.
A enfermeira Luciana Ribeiro Martins, 38 anos, entrou numa pequena sala de um hospital de São Paulo e deu de cara com outra mulher. Era uma noite fresca do final de 2008 e muitas coincidências as uniam. As duas tinham a mesma idade, eram mães e haviam escolhido o mesmo nome para suas filhas de quatro anos: Isabella, assim mesmo, com dois “Ls”. A diferença entre as crianças, no entanto, era abissal. Enquanto a filha da enfermeira dormia, cheia de saúde, em casa, depois de mais um dia na escolinha, a outra Isabella acabara de morrer, depois de dias de agonia no hospital. Luciana queria abraçar aquela mãe e confortá-la, de alguma maneira, pela perda irreparável. Mas estava ali com uma missão: perguntar se ela aceitaria doar os órgãos da filha para salvar outras vidas.

“Foi minha primeira vez nesse papel. Uma prova de fogo”, diz Luciana, que trabalha numa área da medicina chamada captação de órgãos, responsável por encontrar doadores para transplantes. Depois de uma longa e emocionante conversa, a mãe de Isabella decidiu doar os órgãos da filha e, no final, as duas se abraçaram. “É um gesto que faço em nome dos que vão receber os órgãos, como agradecimento. Eu, que estava calma até então, não consegui conter a emoção. Choramos muito juntas”, diz a enfermeira.

Depois de anos cuidando de pacientes graves e em tratamento intensivo, Luciana havia acabado de mudar de time: entrou para a “turma” da doação por enxergar, ali, melhores chances de salvar vidas. Já são seis anos na área e, desde então, ela conseguiu encontrar órgãos para centenas de pacientes, que estavam entre a vida e a morte. O Brasil possui hoje cerca de 400 profissionais com essa função, na sua grande maioria mulheres. É muito graças a elas que o número de transplantes (e de vidas salvas) cresceu 100% na última década no País, de acordo com o Ministério da Saúde, que contabilizou mais de 24 mil cirurgias em 2012.

Por cinco semanas, Marie Claire acompanhou o cotidiano de enfermeiros em São Paulo e arredores, a região que mais realiza o procedimento no Brasil. Todos os ouvidos pela reportagem relatam sofrer preconceitos diários. Muitos colegas de hospital os chamam de urubus, como se espreitassem carniça ou “torcessem” pela morte de quem luta pela vida. “Mas isso não é verdade”, diz a enfermeira Nelly Izumi, 33 anos, do serviço de buscas do Hospital das Clínicas de São Paulo, “A gente está lá para ajudar alguém. Não quero que ninguém morra. Mas, se acontecer, é meu papel estar presente”.

Diferente do falecimento por parada cardíaca, a morte cerebral acontece quando o cérebro para de funcionar de maneira irreversível. Não tem nada a ver com coma, coma profundo ou estado vegetativo. É morte mesmo. Mas com o coração pulsante. Algo ainda difícil de entender. Por isso, para conseguir fazer seu trabalho, a equipe da doação de órgãos também precisa explicar o processo a parentes e médicos e enfrentar o tempo escasso – minutos fazem a diferença na hora de um coração mudar de dono.

Pode parecer piegas, mas o que faz essa turma seguir em frente é mesmo a vontade de fazer diferença – às vezes, um paciente com morte cerebral consegue promover até cinco transplantes com diferentes órgãos como pulmão, fígado, coração, rins. Portanto, cinco vidas. “O meu trabalho é cuidar de gente morta para salvar gente viva”, resume Luciana, que precisou adaptar as palavras para explicar o seu dia a dia à filhinha Isabella, hoje com 9 anos. “Ela me pergunta: ‘por que a mamãe precisa sair às quatro da manhã?’”, conta. “Eu respondo: ‘porque tem um mortinho que vai ajudar um monte de gente a viver’. Essa é a ideia que tento passar. Quando volto, à noite, ela quer saber se deu certo e quantas pessoas ‘o mortinho’ conseguiu ajudar”.
HABILIDADE ESPECIAL
Assim como Luciana, os enfermeiros que escolheram esse ramo delicado da profissão, possuem uma característica especial (e incomum): a habilidade para falar com as pessoas sobre a morte. É através das palavras que eles, ao mesmo tempo, confortam famílias em luto e concretizam mais doações. Num espaço em que o silêncio e a negação prevalecem, eles enxergam uma nova vida, e falam dela em voz alta. “Você vê que faz a diferença quando a família, que estava muito transtornada, te dá um abraço no final e agradece”, diz Roberta Cardoso dos Santos, 29 anos, funcionária do hospital Albert Einstein que atende no Hospital Municipal do Tatuapé. “No interior, onde já trabalhei, as famílias doadoras voltavam ao hospital para me oferecer um pão caseiro, ou conversar. Nessa hora, eu via que, embora não pudesse mudar nada sobre a perda que eles tiveram, podia confortar alguém.”

Ao ouvi-los falar, a imagem do profissional robótico e frio cai por terra. Eles têm a voz suave, causam empatia e se colocam no lugar do próximo. Genuinamente. Por conta do que vivenciam diariamente, entendem melhor o que a maioria de nós reluta em aceitar: estamos aqui hoje, mas podemos não estar amanhã. “Aprendi a valorizar o hoje, o agora, a minha família. E digo ‘Eu te amo’ com muito mais facilidade”, diz Roberta, que acabou se tornando uma terapeuta informal do luto. “Uma vez, uma moça que havia perdido a mãe me pediu para pintar o cabelo da mãe no necrotério. Ela disse que mãe sempre pedia esse favor e ela respondia ‘No próximo fim de semana eu vou’. Só que não deu tempo.”

DO OUTRO LADO DO PROCESSO
A veterana em enfermagem Renata Leite, 41 anos, migrou para a área há dezesseis anos, quando as doações ainda engatinhavam no Brasil e a Escola Paulista de Medicina precisava de uma especialista pediátrica para desenvolver o setor de transplantes em crianças. “Aprendi na prática e me apaixonei.” Por anos, ela teve contato direto com os beneficiados do processo -- no Brasil, 38 mil pessoas têm vidas comprometidas por causa de um fígado que não funciona, um rim que condenou seu dono a diálises ou um coração que pode parar a qualquer momento. “Eu era a pessoa que ligava para quem ia receber o órgão. Quando você faz esse telefonema, é inesquecível, não tem como explicar. O paciente sai da casa dele correndo, e quando chega ao hospital é como se tivesse ganhado na loteria. Fica repetindo: ‘Foi você que me ligou, né? Foi você, não foi? Pessoal, foi ela que me ligou e disse que eu ia ganhar o meu órgão’”. É essa emoção que leva muitos enfermeiros a se interessar pela área, mesmo que ainda hoje ele seja praticamente ignorada pelas faculdades. Quem quer entender o tema procura especializações e cursos paralelos.

É só depois de o paciente ter o diagnóstico de morte encefálica – e dois médicos precisam concordar em fazê-lo – que os enfermeiros convocam os parentes para uma conversa. São as chamadas entrevistas familiares, em que um médico anuncia a morte do paciente e, na maioria das vezes, sai da sala logo em seguida. O enfermeiro acolhe os familiares, os ouve e tira as dúvidas sobre o caso. Esses encontros são os momentos mais emotivos – e cruciais – da profissão. “Você amadurece como pessoa. Dá outro valor para a vida e entende que não dá para recuperar o tempo perdido”, diz Renata.

ELES TAMBÉM SOFREM
Mesmo estando acostumados com as tragédias, os captadores de órgãos sofrem com a morte como qualquer outra pessoa. Ao recordar de um caso ocorrido há dois anos, a enfermeira Nelly Izumi, do Hospital das Clínicas, não consegue conter o choro. “Era uma moça da minha idade, tinha sofrido um AVCH [derrame]. A família toda estava lá e a mãe não aceitava o fato de jeito nenhum, pedia para ir no lugar da filha. Eu vi o desespero e imaginei minha mãe naquela situação. Foi muito triste.” Nelly diz que, nos primeiros anos, era mais comum “desabar” depois de uma entrevista. Com o tempo, passou a ter mais domínio sobre as emoções – mas aprendeu que controle demais não traz benefícios.

"NUNCA TINHA PRESENCIADO NADA PARECIDO, UMA CIRURGIA DE RETIRADA COM O CORAÇÃO BATENDO"

“Quando é assim, tem que chorar. Os enfermeiros também são humanos”, diz o coordenador de Nelly, Edvaldo Leal de Moraes, há 19 anos na busca de órgãos. Ele lembra seu primeiro plantão, em 1996: “Avisaram que havia um doador de 22 anos, acidente de moto, e eu tinha de transferi-lo de hospital para a cirurgia de retirada. Lembro como se fosse hoje, fiquei 36 horas em plantão porque queria acompanhar o processo até o final. Nunca tinha presenciado nada parecido, uma cirurgia de retirada com o coração batendo. Quando o vi no centro cirúrgico com os braços estendidos, me fez pensar em Cristo. Chorei muito. Pensei que eu fazia parte daquilo, que outras pessoas iam ser salvas. Fui fisgado naquela hora”.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=anjos_da_morte_como_e_a_rotina_das_enfermeiras_que_buscam_doadores_de_orgaos_nos_hospitais_brasileiros&edt=34&id=363967

segunda-feira, 17 de março de 2014

CURSO DE SUPORTE CARDIOLÓGICO DE EMERGÊNCIA NA MACEDO HOSPITALAR

Data: 22 E 23 DE MARÇO DE 2014
 
Você terá acesso aos equipamentos de última geração, que fazem parte atualmente dos cenários pré e intra hospitalares dos atendimentos de urgência.

Faça sua inscrição enviando email para luciamedeiroscursos@gmail.com






sábado, 15 de fevereiro de 2014

Lançado edital de seleção para mestrado em Educação UEPA

O período de inscrições será de 6 a 14 de março. São ofertadas 30 vagas, distribuídas entre as linhas de pesquisa Formação de Professores e Saberes Culturais e Educação na Amazônia

Fonte: http://paginas.uepa.br/mestradoeducacao/

Inscrições para Mestrado em Segurança Pública encerram-se no dia 17

O Programa de Pós-Graduação em Defesa Social e Mediação de Conflitos (PPGDSMC) recebe, até o dia 17 de fevereiro, inscrições de interessados para a seleção ao curso de mestrado – turma 2014.
O programa oferece, desde 2011, um curso de Mestrado Profissional em Segurança Pública. As duas primeiras turmas ofertadas pelo PPGDSMC, em 2012 e 2013, qualificaram  profissionais vinculados a órgãos de segurança pública, por meio de convênio firmado com a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup).
Neste ano, o  Edital está  aberto a profissionais de nível superior, de qualquer formação,  interessados em desenvolver estudos na área de Segurança Pública, Conflitos e Justiça Criminal. Estão sendo ofertadas 12 vagas na linha de pesquisa “Conflitos, Criminalidade e Tecnologias da Informação”.
A proposta deste Edital 2014, aberto a outras áreas,  é a geração de novos conhecimentos sobre conflitos sociais e violência no Brasil e, especialmente, na Amazônia. A contribuição vai se dar com o desenvolvimento da teoria em âmbito mais geral e universal do conhecimento, viabilizando a formação de um marco conceitual para a proposição de programas e políticas públicas direcionadas para a questão da violência e dos conflitos na Amazônia e no Brasil.
Inscrições -  Os interessados em participar da seleção podem se dirigir à Secretaria do PPGDSMC, localizada na sala 17, nos altos do Anexo do   Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, no horário das 9h às 13h.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (91) 3201-7798, pelo site: ppgdsmc.ufpa.br  ou pelo e-mail: ppgdsmc@ufpa.br.
Acesse aqui o edital para a seleção 2014 do curso de mestrado. Para acessar os textos da prova escrita, basta entrar na  página do PPGDSMC

Fonte: http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=8696

Cursos da Fiocruz têm vagas para diversas áreas

Diversos cursos da Fiocruz estão com inscrições abertas. Veja as oportunidades:
Casa de Oswaldo Cruz (COC)
Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde: Especialização - inscrições até 21/2
Educação a Distância (EAD/Ensp)
Gestão de redes de atenção à saúde: Especialização - inscrições até 17/2
Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp)
Direito e saúde: Mestrado - inscrições até 21/2
Fiocruz Amazônia
Divulgação e jornalismo científico em saúde e ambiente na Amazônia: Especialização - inscrições de 25/3 a 19/4
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec)
Pesquisa clínica em doenças infecciosas: Pós-doutorado (inscrições em fluxo contínuo)
Pesquisa clínica em doenças infecciosas: Doutorado (inscrições em fluxo contínuo)
Psicologia clínica e hospitalar na área da infectologia: Aperfeiçoamento- inscrições até 19/3
Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict)
Informação científica e tecnológica em saúde: Especialização - inscrições até 20/2
Instituto Oswaldo Cruz (IOC)
Biodiversidade e saúde: Doutorado - inscrições em fluxo contínuo
Medicina tropical: Doutorado - inscrições em fluxo contínuo
Fiocruz Brasília
Direito sanitário: Especialização - inscrições até 10/3
Instituto Carlos Chagas
Biociências e biotecnologia: Pós-doutorado - inscrições até 18/2

Fonte: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/cursos-da-fiocruz-tem-vagas-para-diversas-areas

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Saúde lança aplicativo que integra SAMU 192 ao Facebook

O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira (30), na Campus Party, em São Paulo –evento de tecnologia e cultura digital internacional – duas ferramentas que vão qualificar a assistência prestada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e diminuir o tempo de espera para cada atendimento realizado, com mais transparência. O aplicativo, lançado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, permite ao cidadão acionar o SAMU com apenas um toque e acompanhar pelo smartphone ou tablet a sua solicitação ao serviço que inclui, a visualização com auxílio de mapa do trajeto percorrido pela ambulância até chegar ao local do atendimento. O aplicativo integra as redes sociais gratuitas Facebook e Waze e será usado, em fase de testes, no Carnaval de Salvador (BA) e durante a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014.
“Eu tenho uma preocupação muito grande que a gente possa ter soluções de TI para melhorar a transparência, para que o cidadão possa acompanhar melhor os recursos, o atendimento, como é que é feita a cobrança. Então, estamos lançando esse aplicativo e esperando que vocês (participantes da Campus Party) possam dar sugestões, aperfeiçoar ou criar outras soluções”, disse o ministro.
Ao acessar o aplicativo, o cidadão deverá preencher algumas informações de saúde, por exemplo, se possui plano de saúde, se é hipertenso, diabético ou tem alguma alergia. Os dados ficarão disponíveis para a equipe que prestará o socorro. Como o aplicativo é sincronizado ao perfil no Facebook, o usuário pode escolher familiares ou amigos para serem acionados, automaticamente, em caso de emergência – quando o cidadão solicitar o serviço do SAMU pelo aplicativo. O chamado também será registrado na página do usuário.
A medida deve diminuir o tempo de resposta para cada atendimento, uma vez que o aplicativo fornece de forma automatizada e instantânea para o sistema todas as informações básicas que são solicitadas pelo técnico que atende ao chamado - os dados de identificação e localização precisos são enviados pela Internet.
E-SUS SAMU – A iniciativa é possível por meio da integração do sistema E-SUS SAMU, disponibilizado gratuitamente aos gestores estaduais e municipais que está em funcionamento nas cidades de Salvador (BA), Curitiba (PR) e Londrina (PR). O software proporciona mais controle para os gestores municipais, estaduais e federal, na medida em que os profissionais envolvidos poderão acompanhar cada passo do atendimento ofertado ao cidadão, desde a identificação da unidade que será deslocada, o percurso feito pela ambulância, o acolhimento e até a transferência para uma unidade de pronto-socorro. O sistema substitui o uso de formulários e papel pelo computador, organizando o recebimento das chamadas telefônicas do 192.
Os gestores, em qualquer lugar com acesso à Internet, conseguirão verificar o que está acontecendo em uma determinada central em tempo real e checar, com o auxílio de mapas, quais ambulâncias estão em atendimento, quais estão paradas e o motivo. Os mapas da rede Waze na versão 2.0 são atualizados por GPS, aperfeiçoando a gestão e aumentando a velocidade de resposta do serviço.
As Centrais de Regulação do SAMU que ainda não usam nenhum sistema informatizado serão convidadas a conhecer a ferramenta e implantar o sistema até dezembro de 2014. As centrais que já utilizam outros sistemas de gestão informatizados poderão mantê-los ou solicitar a adequação ao E-SUS SAMU. A partir de março o sistema começa a ser implementado em 76 centrais de regulação de todo o país que utilizam o antigo sistema do Ministério da Saúde e devem migrar para o E-SUS SAMU, como Manaus (AM), Cuiabá (MT), Natal (RN), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Santo André (SP) e Euzébio (CE).
O SAMU 192 conta 3.092 unidades móveis em 182 Centrais de Regulação. As unidades atendem 140,4 milhões de habitantes (72,3%) em 2.671 municípios brasileiros.
PRÊMIO – O ministro também irá propor aos participantes da Campus Party que criem soluções em tecnologia para a melhoria da saúde pública. As iniciativas devem ser inscritas na 2ª Edição do prêmio Cecília Donanngelo de Ouvidoria SUS, que será lançado no segundo semestre deste ano. A ideia é, principalmente, identificar experiências exitosas para escuta do cidadão (com deficiência auditiva ou visual, por exemplo) e inovações tecnológicas nessa área.
MEDICAMENTOS – Durante o evento, o ministro também fez o lançamento do aplicativo MedSUS que facilitará a prescrição e a dispensação dos medicamentos disponíveis na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). Com ele, o profissional de saúde terá acesso a informações gerais dos medicamentos como o princípio ativo, nome comercial, apresentação e indicação, além de aspectos farmacocinéticos, precauções e contraindicações.
O MedSUS disponibilizará 777 apresentações, entre 427 medicamentos e 19 insumos dos três componentes da Assistência Farmacêutica (Básica, Estratégica e Especializado). O aplicativo poderá ser utilizado em tablets e smartphones.
Fonte: Ministério da Saúde
Palavras Chave: SAMU aplicativos
 
Fonte: http://www.unasus.gov.br/noticia/saude-lanca-aplicativo-que-integra-samu-192-ao-facebook

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Data de inscrição do PROVAB é prorrogada

A coordenação do PROVAB informa mudança de data de abertura das inscrições do para enfermeiros. Segundo informação a  data foi modificada para 17/01/2014 até 02/02/2014.
O Ministério da Saúde lançou o edital 58 na data de 7 de novembro de 2013, chamando enfermeiros e dentistas a candidatarem-se no Programa de Valorização da Atenção Básica – PROVAB 2, com início em março de 2014.
O objetivo do programa é melhorar a formação desses profissionais no Brasil, fazendo com que esses enfermeiros e dentistas conheçam a real necessidade da população brasileira.
Há previsão de mil vagas para enfermeiros, para atuarem no Programa Saúde na Escola, em capitais e cidades da região metropolitana com mais de 100 mil habitantes. Entre os critérios para seleção estão: a) candidatos que cursaram a graduação preferencialmente no próprio estado onde pretende se candidatar, b) maior média registrada no histórico escolar, c) menor tempo de formado, d) ordem de inscrição no PROVAB, ou seja, os primeiros inscritos terão prioridade na seleção.
Os enfermeiros e dentistas participantes do PROVAB 2 receberão bolsa no valor de R$ 2.967,26 (dois mil, novecentos e sessenta e sete reais e vinte e seis centavos), pago pelo Ministério da Saúde. Todos os profissionais farão curso de Especialização em Saúde da Família, através da Universidade Aberta para o SUS – UNASUS.
Seguem links dos Editais e Retificação:

Fonte: http://www.coren-am.com.br/data-de-inscricao-do-provab-e-prorrogada_1890.html

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Inscrição para processo seletivo do mestrado Ensino em Saúde na Amazônia/UEPA é prorrogada

A inscrição pode ser feita aqui.
Os interessados em participar do processo seletivo do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional Ensino em Saúde na Amazônia (ESA) da UEPA tem até o dia 15 de janeiro de 2014 para efetivar a inscrição. O pagamento da taxa de inscrição deve ser feita em uma das agências do Banpará até o dia 16 de janeiro.
O resultado das inscrições deferidas e indeferidas, assim como horários e locais de prova também serão divulgadas no site da Fadesp até o dia 21 de janeiro de 2014.
Os candidatos têm até o dia 23 de janeiro para entrar com recurso de inscrição não homologada e o resultado do pedido deste recurso será divulgado até o dia 24.
A prova escrita do processo seletivo está agendada para o dia 31, também de janeiro, com a divulgação do resultado prevista para até o dia 07 de fevereiro.
A fase de recurso tem como data limite para até o dia 11 de fevereiro, com o resultado de recurso desta primeira fase marcada para o dia seguinte, 12.
A 2ª fase do processo seletivo é a de entrega de documentos que está marcada para o período de 13 a 18 de fevereiro. O resultado final desta fase está previsto para ser divulgado no dia 28 do mesmo mês.
O processo seletivo prevê ainda um período para o candidato entrar com algum recurso, com prazo vencendo dia 07 de março. O resultado deste recurso será liberado dia 10 de março.
A 3ª fase do processo é a entrevista com os candidatos aprovados, o que deve ocorrer entre os dias 14 e 15 de março. O resultado desta fase está previsto para ser liberado dia 18 do mesmo mês, com prazo para recurso encerrando dia 20 também de março.
O resultado final do processo seletivo está previsto para ser divulgado dia 21 de março. O período de matrícula e o horário do curso ainda serão definidos pela coordenação.
O curso de Pós-Graduação Mestrado Profissional Ensino em Saúde na Amazônia (ESA) da UEPA será realizado de 07 de abril de 2014 a 07 abril de 2016.
O período de inscrição do processo seletivo foi aberto no dia 01 de novembro de 2013.

Confira a programação do processo seletivo:
Período de inscrição - 01/11/2013- até 15/01/14
Pagamento da taxa de inscrição - até 16/01/14
Divulgação das inscrições deferidas/ indeferidas, horários e locais de prova - 21/01/14
Prova escrita (1ª Etapa) - 31/01/14
Divulgação do resultado da prova da 1ª Etapa - 07/02/14
Entrega de documentos - 2ª Etapa - 13/02/2014 a 18/02/14
Resultado dos candidatos aptos na 2ª Etapa - 28/02/14
Entrevista (3ª fase) - 14 e 15/03/14
Resultado Final - 21/03/14

Fonte: http://www.fadesp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=508:prorrogada-inscricao-para-processo-seletivo-do-mestrado-ensino-em-saude-na-amazonia-esa-da-uepa

MS alerta sobre a importância de doar sangue no período de férias

A redução dos estoques de sangue podem chegar a ser de 20% a 25%

Este período de férias, os estoques de sangue diminuem bastante. De acordo com dados da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, a redução chega a ser de 20% a 25%. Por isso, é importante lembrar de doar sangue antes de sair de férias.
Uma simples doação pode ajudar no mínimo quatro pessoas, como relata a coordenadora do hemonúcleo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Graça Fonseca. “É ter um ato de cidadania. Tem que partir de um adulto, de uma consciência adulta, de saber que outro precisa de uma coisa que não pode ser produzida, nem fabricada. Uma bolsa doada em uma unidade de bolsas de um doador é fracionada em vários hemocompontentes: plaqueta, hemácia, plasma e crio. Pelo menos quatro hemocomponentes são armazenados nos hemonúcleos. Cada um pode ir para uma pessoa diferente. Então é uma coisa que pode ser multiplicada `n` vezes. Você pode favorecer `n` pessoas dependendo da necessidade”, explica a coordenadora.
O estudante universitário Leandro Caldas é doador desde os 18 anos e fala da importância do gesto. “É um gesto de solidariedade. É um ato de salvar uma vida. É muito importante, eu também acho que é muito gratificante, muito satisfatório você saber que você está podendo ajudar alguém. Eu acredito que é um gesto de cidadania e eu me sinto muito bem depois que eu doo sangue, como se fosse um dever cumprido”, relata.
Quem pode doar: quem tem peso acima de 50 Kg; entre 18 e 67 anos; Podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal.
Quem não pode doar: quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
Homossexuais?
A Portaria 1.353 publicada pelo Ministério da Saúde em 2011 sobre Procedimentos Hemoterápicos estabelece que a orientação sexual (hetero, bi ou homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue. Porém, a mesma portaria considera inaptos temporariamente à doação os homens que fizeram sexo com outros homens e/ou as parceiras sexuais deles. O impedimento é pelo periodo de 12 meses após a relação sexual.
 
Fonte: http://novo.portalcofen.gov.br/ministerio-da-saude-alerta-sobre-a-importancia-de-doar-sangue-no-periodo-de-ferias_23232.html