quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sespa e médicos fazem acordo e descartam greve

“Podemos dizer que o cachimbo da paz foi fumado”. Foi com esta frase que o médico João Gouveia, diretor do Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa), resumiu o fim da reunião entre representantes da área médica e o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco. A reunião ocorreu na manhã de ontem, quando foram expostos os problemas referentes à Santa Casa de Misericórdia do Pará, como a superlotação e a sobrecarga de trabalho no setor de neonatologia. A Sespa se comprometeu a atender as demandas e apresentou propostas para a solução dos problemas.

Os médicos chegaram a cogitar a possibilidade de greve, caso não houvesse um acordo, mas por enquanto essa opção foi descartada. João Goveia disse que ficou acordado que será reativado o Conselho Gestor da Santa Casa e será criada uma gerência única para neonatologia e obstetrícia. Também será criada uma câmara técnica de neonatologia.

A reunião ocorre mensalmente, entre a Sespa e o Sindmepa, mas desta vez foram inseridos na pauta os problemas que vêm afligindo os médicos que atuam na Fundação Santa Casa de Misericórdia. Para Hélio Franco, alguns deles são mais uma questão de acertos de cunho burocrático, como as escalas de plantões. “Desde que eu me entendo, e fui diretor da Santa Casa por oito anos, sempre teve esse problema de superlotação. E naquele tempo nós não tínhamos os hospitais regionais e 18 locais em que nós temos UCIs (Unidade de Cuidados Intensivos) e UTIs. E ainda assim, temos o problema de sobrecarga”, justificou.

Uma das soluções a longo prazo para resolver a superlotação da Santa Casa seria a criação de uma maternidade municipal, aponta João Gouveia. “Quando fazia parte do Conselho de Saúde, há oito anos, essa proposta já existia e até hoje não temos uma maternidade municipal em Belém. Isso descentralizaria o atendimento”.

Para Hélio Franco, o grande problema da Santa Casa é a falta de Pré-Natal benfeito ou mesmo a inexistência dele em alguns municípios, que acabam gerando uma demanda maior para a Santa Casa, referência estadual nos casos de gravidez com complicações. “Muitas crianças chegam prematuras ou com baixo peso. Só com sífilis congênito, são 2% dos atendimentos” diz Franco.

JEAN BITAR

O secretário Hélio Franco também falou sobre a situação do Hospital Jean Bittar, que está sendo transformado em um hospital com autonomia administrativo-financeira, deixando de ser um “apêndice” do Ophir Loyola. “Evidentemente que isso vai melhorar o atendimento geral. Estamos discutindo a possibilidade de incrementar outros serviços de maternidade, trabalhando principalmente com alguns municípios do interior e fundamentalmente Ananindeua”.

Sobre os problemas apresentados pelo Sindmepa, como o raio-x e hemoderivados, que estariam faltando no Jean Bittar, o secretário informou que parte do problema foi solucionado ainda em 2011. “A questão do raio-x já foi resolvida. O grande problema a ser resolvido é a questão do transporte dos bebês, que ainda vai ser discutida, pois exige uma logística complicada. As crianças que precisem de UCI, em vez de irem para a Santa Casa, irão para o Jean Bittar. Isso reduzirá bastante o problema”, garantiu o secretário de Saúde.

Na reunião, ficou definida ainda a volta de médicos residentes R5 e R3 aos plantões médicos da Santa Casa. “Os residentes, que estão num processo de formação, vão ajudar no atendimento. A Santa Casa contratou 18 médicos, mas não tem o suficiente, daí a necessidade de utilizar os residentes ainda não especialistas. Ainda vamos fazer uma chamada nacional, mesmo independente de concurso. Serão contratos temporários, mas porque no Estado nós não temos neonatologistas e pediatras”, adiantou Hélio Franco.

Fonte:http://www.diariodopara.com.br/N-150619-SESPA+E+MEDICOS+FAZEM+ACORDO+E+DESCARTAM+GREVE.html

Vacinação em adultos e idosos pode garantir saúde, confira calendário

Ministério da Saúde amplia vacinação contra
hepatite B 
Quando se fala em vacinação, todo mundo lembra de crianças, que são suscetíveis à doenças. No entanto, não é só na infância que as vacinas são necessárias. Jovens, adultos e idosos precisam estar em dia com a vacinação, segundo os especilialistas.
Há vacinas que devem ser tomadas na adolescência, como a da hepatite B e da rubéola, se não foram administradas na infância. Outras, na idade adulta ou por pessoas que vão viajar para determinadas regiões do Brasil ou do exterior. Tem também a turma da terceira idade, que não está livre das vacinas. Para eles, a imunização principal é contra a gripe e pneumonia.
Confira abaixo orientações importantes do Ministério da Saúde para a vacinação de adultos e idosos.
(1) vacina hepatite B (recombinante): oferecer aos grupos vulneráveis não vacinados ou sem comprovação de vacinação anterior, a saber: Gestantes, após o primeiro trimestre de gestação; trabalhadores da saúde; bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários; caminhoneiros, carcereiros de delegacia e de penitenciarias; coletores de lixo hospitalar e domiciliar; agentes funerários, comunicantes sexuais de pessoas portadoras de VHB; doadores de sangue; homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo (HSH e MSM); lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, (LGBT); pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, dentre outras); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos e acampamentos; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundido; profissionais do sexo/prostitutas; usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas; portadores de DST.
A vacina esta disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) para as pessoas imunodeprimidas e portadores de deficiência imunogênica ou adquirida, conforme indicação médica.
(2) vacina adsorvida difteria e tétano - dT (Dupla tipo adulto): Adultos e idosos não vacinados ou sem comprovação de três doses da vacina, seguir o esquema de três doses. O intervalo entre as doses é de 60 (sessenta) dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP, DT ou dT, administrar reforço, dez anos após a data da última dose. Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada a mais de cinco (5) anos. A mesma deve ser administrada no mínimo 20 dias antes da data provável do parto. Diante de um acaso suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados, iniciar esquema com três doses. Nos comunicantes com esquema incompleto de vacinação, este deve ser completado. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 anos, deve-se antecipar o reforço.
(3) vacina febre amarela (atenuada): Indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar dose de reforço, a cada dez anos após a data da última dose.
Precaução: A vacina é contra indicada para gestantes e mulheres que estejam amamentando, nos casos de risco de contrair o vírus buscar orientação médica. A aplicação da vacina para pessoas a partir de 60 anos depende da avaliação do risco da doença e benefício da vacina.
(4) vacina sarampo, caxumba e rubéola – SCR: Administrar 1 (uma) dose em mulheres de 20 (vinte) a 49 (quarenta e nove) anos de idade e em homens de 20 (vinte) a 39 (trinta e nove) anos de idade que não apresentarem comprovação vacinal.
(5) vacina influenza sazonal (fracionada, inativada): Oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso.
(6) vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica): Administrar 1 (uma) dose durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, nos indivíduos de 60 anos e mais que vivem em instituições fechadas como: casas geriátricas, hospitais, asilos, casas de repouso, com apenas 1 (um) reforço 5 (cinco) anos após a dose inicial.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/vacinacao-em-adultos-e-idosos-pode-garantir-saude-confira-calendario.html