segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aumenta número de casos de hepatites no Pará

Só neste ano, Secretaria de Saúde já registrou quase dois mil casos. Médicos alertam para importância do diagnóstico precoce.

Dados da Secretaria de Saúde do Pará mostram que, só este ano, já foram registrados mais de 1.900 casos de hepatites. Segundo a médica Déborah Crespo, representante da Sociedade Brasileira de Hepatologia no Pará, 2% da população paraense é portadora do vírus da hepatite, mas não sabe. "Por isso a importância de fazer o teste, para identificar o mais rápido possível se a pessoa é ou não portadora de hepatite", explica.
De acordo com a médica, o aumento no número de casos registrados significa, na verdade, um avanço na identificação da doença. "A doença está presente, esses números não são um aumento da doença, e sim uma melhoria na detecção dos casos", afirma Déborah.
A médica Déborah Crespo explica, ainda, que é normal haver uma confusão a respeito dos tipos de hepatite, e dos sintomas e tratamentos para cada um. "O importante é saber que cada letra, hepatite A, B, C ou D, é um vírus diferente. Estes vírus podem se cronificar, ou seja, isso quer dizer que o vírus fica no seu organismo e você não sabe, nem sabe que está transmitindo a doença para outras pessoas. É este ciclo que precisamos quebrar, para evitar a propagação da doença", argumenta.
Tipos de hepatite e tratamentos
De acordo com a médica infectologista Vânia Brilhante, as hepatites transmitidas via oral são mais fáceis de identificar, pela presença dos sintomas. "Os sintomas destas hepatites são bem visíveis, como icterícia, fezes esbranquiçadas e urina escura", conta.
Já as hepatites do tipo parenteral, que são a B, a C e a D, são mais difíceis de identificar, e geralmente são descobertas ocasionalmente. "Estas hepatites são silenciosas, e dificilmente os sintomas aparecem. O diagnóstico em si é facil, mas como a pessoa não sabe que tem a doença, ela dificilmente procura atendimento para isso, e geralmente só descobre a doença por acaso", explica a infectologista.
A médica afirma que o grande problema dos tipos mais graves de hepatite, B e C, é que o curso da doença é muito longo. "Em 30 anos, por exemplo, o quadro da doença pode evoluir para câncer no fígado, e a pessoa permanece assintomática, sem saber que está doente", ressalta.
O tratamento para os tipos A e E de hepatite, segundo a infectologista, é repouso alimentar e físico, nao ingestão de gorduras. "É um tratamento simples e, como este tipo é autolimitado, assim como a doença aparece, ela desaparece", conta.
Os tipos B e C de hepatite exigem um cuidado maior, com tratamento mais prolongado. "Varia de 6 meses a um ano, com uso de comprimidos e, no caso da C, até de medicamentos injetáveis. Mas o tratamento tem que ser muito bem assistido, porque depende muito do estado geral dos pacientes, devido aos efeitos colaterais, como anemia", explica a médica.

Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/08/aumenta-numero-de-casos-de-hepatites-no-para.html

 

Santa Casa do Pará oferece serviço gratuito de vasectomia

Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (Foto: Thaís Rezende)
Santa Casa é a única instituição do estado a oferecer gratuitamente o serviço.(Foto: Thaís Rezende)
 
Homens usuários da rede pública de saúde do Pará podem realizar gratuitamente a cirurgia de vasectomia, para não ter mais filhos. O serviço existe há quatro anos na Santa Casa de Misericórdia do Pará e é o único no estado a oferecer procedimentos de laqueadura masculina totalmente gratuita.
O procedimento faz parte do Programa de Planejamento Familiar, que atende aos critérios estabelecidos pela Lei 9.263, de 12 de janeiro de 1996, do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ter acesso ao serviço de Planejamento Familiar da Fundação Santa Casa os interessados devem atender a alguns critérios. O casal precisa ser encaminhado por uma Unidade Básica de Saúde, ter no mínimo três anos de união estável e pelo menos um filho.
 Elton Meireles, médico urologista, responsável pelo serviço na Santa Casa, conta que ainda há muita desinformação e preconceito por parte dos homens, por acharem que a vasectomia vai afetar o desempenho sexual ou dificultar a ereção, quando na verdade isso não passa de mito, segundo o médico.
Segundo Meireles, a laqueadura masculina é mais indicada porque, diferente da mulher, o homem recebe uma anestesia local e depois de três horas pode voltar para casa e retomar as atividades normais. O procedimento consiste na ligadura (fechamento) dos canais deferentes no homem, cortando-se apenas o canal que leva os espermatozoides do testículo até as outras glândulas que produzem o esperma (líquido) masculino. Após a cirurgia continua a haver ejaculação normal.
Ele explica que é feita uma pequena incisão em cima do saco escrotal, após anestesia local, não tendo a necessidade de internação. É uma cirurgia de esterilização voluntária definitiva e, por isso, o homem tem de ter bem claro que não mais poderá ter filhos. Ainda segundo Meireles, a possibilidade de reversão dessa cirurgia existe, porém não é simples.

Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/08/santa-casa-do-para-oferece-servico-gratuito-de-vasectomia.html